sexta-feira, 6 de maio de 2011

Crescimento profissional e pessoal - A busca por uma nova oportunidade de trabalho

10 dicas para encontrar uma nova oportunidade


Na hora de buscar um novo emprego é preciso ter confiança em suas
habilidades profissionais

Você está pronto para procurar um novo emprego? Para começar da melhor forma, é preciso estar consciente de que oferecer seu talento e suas habilidades para uma empresa é totalmente natural e comum. Emprego não é favor, é troca de serviço por dinheiro, conhecimento, aprendizado. A verdade é que, assim como nós precisamos de emprego, os empregadores também necessitam do capital humano para concretizar seus negócios.
Esse é um dos maiores problemas sentidos em alguns profissionais: a falta de confiança, a baixa estima. Eles procuram emprego como se estivessem rebaixados, derrotados, com uma atitude negativa que somente irá atrapalhar no momento da procura. Se você está em busca de uma nova colocação, deve ter confiança em si mesmo e em suas habilidades. Depois, o próximo passo é demonstrar essa confiança para o empregador.
Para ajudar você a conseguir sucesso nessa fase difícil, preparamos selecionamos dez dicas que podem auxiliá-lo a encontrar um novo emprego. Confira!
1. Foco: Determine bem seu objetivo profissional, pois não adianta dar tiro para todos os lados. Depois de ter um alvo, fica mais fácil definir quais passos deverão ser dados para atingi-lo.
2. Pesquise bastante a área em questão, pois assim você poderá se preparar melhor para enfrentar o mercado.
3. Atualize-se: Nessas horas, a falta de dinheiro não pode ser um empecilho. Procure ler bastante, fazer cursos gratuitos oferecidos pelo SEBRAE, SENAC e por alguns sites.
4. Mantenha o bom humor: É difícil manter o bom humor enquanto as contas chegam e você não sabe como pagar. Porém, se você se tornar uma pessoa "reclamona", pessimista, que sempre está de mal com a vida, ficará mais difícil conseguir boas oportunidades.
5. Encare a busca como um trabalho: Imagine que você está empregado e se dedicando a atingir uma meta para a empresa. Assim, você terá disciplina.
6. Não se afaste dos amigos: Pode parecer que sair para encontrar os amigos não irá ajudar em nada nessa situação. Mas isso não é verdade. Além de manter sua mente arejada e sua estima alta, o contato com os amigos abrirá horizontes e fará com que você seja sempre lembrado (principalmente, se mantiver o bom humor) como alguém que precisa e MERECE uma nova colocação. Manter a rede de contatos é fundamental nesse momento.
7. Aprenda com os fracassos: Diante de uma exclusão no processo seletivo ou de um "não" recebido de um possível contratante, é possível e necessário que você tenha uma atitude proveitosa, detectando aonde errou e aprendendo para as próximas oportunidades.
8. Confie sempre em você: Se você não confiar, como fará com que os outros acreditem que você é a pessoa ideal para a função? O seu currículo sozinho não irá definir sua contratação, mas sim o fato de você saber se vender.
9. Não se desespere: Não é porque você está desempregado que tem que aceitar qualquer coisa. Enquanto procura uma colocação, faça trabalhos temporários e tenha tranqüilidade para escolher bem a atividade definitiva.
10. Não desperdice as oportunidades: Antes de recusar uma colocação, vá à entrevista e descubra quais as funções que irá realizar e o que a empresa tem a lhe oferecer. Você pode se enganar em relação a uma vaga. Vale a pena conferir de perto para não se arrepender depois.

Extraído de EMPREGOS.COM.BR

Lá você encontrará oportunidades de emprego bem como outras orientações importantes.
Boa sorte


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Fortalecendo Relacionamentos - Devemos usar as coisas e Amar as Pessoas, não o contrário. Demonstre seu amor. Não vivam como estranhos embaixo de um mesmo teto.

MANEIRAS DE DENONSTRAR AMOR


Infelizmente é muito fácil cair na rotina e esquecer-se de mostrar o quanto você ama as pessoas que são importantes em sua vida. Podem se passar anos até que você perceba.

Se você sente que seu relacionamento com uma pessoa amada está estagnado, seguem algumas maneiras de mostrar seu amor. Algumas ações podem falar mais alto que palavras…
1.   
Deixe Bilhetes (em lugares diferentes)

Talvez a vida tenha se tornado tão corrida que seus horários não coincidem com o da pessoa amada. Que tal deixar bilhetes em um local inesperado? Deixe um bilhete para seu filho (a) dentro da merendeira – é um bom começo. Que tal um bilhete carinhoso na geladeira, espelho do banheiro, no travesseiro, na tela do computador…?
2.   
Abrace

Contato físico pode significar muito, um abraço pode ser exatamente o que sua pessoa amada precisa para abrir um belo sorriso. Seja sentado no sofá assistindo TV, um abraço de boa noite nas crianças… Não economize! Receber um abraço carinhoso de outra pessoa é uma bela maneira de se sentir amado.
3.   
Escreva um Poema

Uma bela maneira de dizer “Eu te amo” é escrevendo um poema. Você não precisa ser um Shakespeare – apenas pense em algo sincero, original e que reflita seu amor por essa pessoa… e passe isso para o papel. Tente não partir pro lado dos “seus belos olhos…” ou “seu perfume é como uma flor…”. Escreva com seu coração, sem medo de ser feliz. Não precisa ser um poema com belos dizeres, pode escrever sobre o que você achar importante para você, como por exemplo, a forma como você adora quando essa pessoa dá boas risadas de algo engraçado, ou o cheirinho que fica no travesseiro após a noite. Use sua imaginação!
4.   
Dê um Presente Inesperado

Tenho certeza que você presenteia a pessoa amada nos aniversários, Natal, e outras ocasiões como Dia dos Namorados, etc. Mas que tal presentear essa pessoa por simplesmente ela existir e ser tão especial para você? Esse gesto pode gerar um momento de completa alegria para ambos, e o presente não precisa ser algo de valor material. Algumas dicas de presentes: chocolate, flores, um livro, tenho certeza que você saberá como agradar sua pessoa amada, basta pensar um pouquinho e uma ideia irá brotar em sua cabeça. Com muita criatividade e um pouco de dinheiro você encontrará uma maneira perfeita de dizer “Eu te amo” e surpreender essa pessoa.
5.   
Faça (sem a pessoa pedir)

Escolha alguma coisa para ajudar sua pessoa amada e faça sem que ela tenha que pedir você para fazer. Se sua esposa é quem arruma a cama todas às manhãs, arrume para ela sempre que lembrar, se você geralmente tem de ser praticamente “rebocado” para ajudar com as louças na cozinha, surpreenda… vá e lave tudo com carinho. Encontrar maneiras de melhorar o dia da pessoa amada deixa transparecer o quanto ela é importante pra você.
6.   
Dêem as Mãos

Assim como abraçar, dar as mãos é algo que podemos deixar meio de lado depois de algum tempo de convivência. Experimente dar as mãos a sua pessoa amada enquanto estiverem andando nas ruas, ou enquanto esperam uma refeição no restaurante. Manter contato físico é importante para se sentirem perto um do outro emocionalmente. É especialmente importante se for preciso conversar sobre um assunto difícil ou importante. Dar as mãos pode também ser um gesto de suporte se sua pessoa amada se sinta pra baixo ou magoada.
7.   
Faça uma Refeição Especial

Se na Sexta-feira vocês geralmente saem para comer fora, que tal mudar uma vez ou outra e cozinhar? Elabore em um prato especial para sua pessoa amada (não precisa ser uma ocasião especial pra isso). Lembre-se do cardápio predileto dela, dedique-se a preparar a mesa de forma com que ela fique realmente surpresa com sua atitude, e novamente você está dizendo “Eu te amo” sem falar uma palavra. Esse mesmo exemplo vale para quem come em casa todas as Sextas, que tal variar um pouco e surpreender levando a pessoa amada em um lugar que ela goste?
8.   
Se vista Bem

Tenho certeza que nos primeiros momentos do relacionamento você se preocupava com o visual, tentando sempre estar com boa aparência. Claro que é maravilhoso chegar a um nível de intimidade onde você pode ficar de pijamas, ou vestir aquela camisa grande e com a gola velha e desbotada… mas se vestir bem em algumas ocasiões pode trazer uma pitada de novidade e um ar diferente no relacionamento. Em uma de suas escapadas, vá a um restaurante diferente, talvez até mais requintado… algo que não venha a te prejudicar financeiramente, ou apenas vista-se bem para um jantar a dois em casa. Você vai ver como isso pode fazer a diferença.
9.   
Massagem nos Pés/Ombros/Costas

Nossa vida é corrida e pode ser estressante, após um dia de trabalho quem não gostaria de receber uma bela massagem? Uma massagem nos pós, ombros, costas é uma outra ótima maneira de dizer “Eu te amo” e me preocupo com seu bem estar e conforto. E como já foi dito, é outro contato físico, o que também é importante.
10. 
Escute

É fácil falar ao mesmo tempo ou simplesmente não prestar atenção no que sua pessoa amada está falando, você pode estar mais atento ao noticiário, lendo um jornal, respondendo um email, etc. Aprenda a ouvir sua pessoa amada – quando ela deseja falar, pare o que você está fazendo, direcione sua atenção ao que ela tem a lhe dizer. Aprenda a escutar até mesmo o que ela não diz: suas preocupações, problemas e até mesmo pequenas dicas de coisas que ela gosta. Olhe para a pessoa e deixe-a saber que você realmente está ali e naquele momento você está dedicado ao que ela tem a dizer. Faça o teste e dependendo da situação você vai se assustar com a reação da pessoa ao perceber que ela realmente está sendo escutada.

Estou certo que existem muitas outras maneiras de dizer “Eu te amo” sem ser verbalmente – quais as maneiras você conhece ou usa para demonstrar seu amor? O que a pessoa que você ama já fez para você e realmente te surpreendeu?


por Rod Gomes

Dicas para Pregadores - Como compor o Esboço do SERMÃO.

Visão Estruturada do Sermão


TIPOS DE TEMAS:

Interrogativo: Caracteriza-se por ser simplesmente uma pergunta.
Jovem, qual é a tua ocupação?
Coloque o ouvinte “contra a parede”. Faça-o pensar e refletir. Deixe-o em dúvida.
Entretanto, não permita que o ouvinte fique sem uma resposta convincente, porque suas
convicções podem implicar na necessidade de um considerável esforço para que ele seja convencido.
Não rodeie, seja direto. A elaboração de uma pergunta como tema deve ser cuidadosa e trazer no decorrer da mensagem uma ou várias respostas.
Lógico: Explicativo. Pense em causa e efeito, como: "O que o homem semear, ceifará"
Um acontecimento gera um outro acontecimento. Logo, o que será ceifado é resultado do que foi semeado. Este tipo de tema contêm, em seu bojo, de forma sintética, a idéia principal do sermão.
Imperativos: Caracteriza-se pela presença do verbo no modo imperativo (vinde, ide, faça, etc.).
“Não seja incrédulo”. “Enchei-vos do espírito” . “Busque a Jesus”
Neste tema você deve pensar em exigir do seu ouvinte uma atitude. Mandamento, ordem;
Enfáticos; Realçar um aspecto específico.
“Só Jesus salva”. “O significado do Novo nascimento”
O que é tão importante que o ouvinte não pode esquecer? O que ele realmente precisa saber?
Esse assunto deve ser apresentado de maneira forte e contundente no tema.
Geral: Abrangente, aborda um assunto de forma geral sem especificá-lo. Amor; fé, esperança.

INTRODUÇÃO DO SERMÃO

Começar é difícil. Muitos escritores escrevem a introdução quando terminam o livro.
Alguém disse: “O pregador começou por fazer um alicerce para um arranha-céu, mas acabou
construindo apenas um galinheiro”.
A introdução é tão importante quanto a decolagem de um avião que, deve ser bem perfeita para
um vôo estabilizado. Ela, por certo, deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e,
também, ser um meio de conduzir os ouvintes ao assunto que está sendo tratado no sermão. Uma boa
introdução dá ao pregador segurança, tranquilidade, firmeza e liberdade na pregação.
Não se preocupe, são muitas as formas de começar.
Tipos de introdução: Você pode usar um destes tipos para iniciar um sermão:
1 – ILUSTRATIVA – Uso de uma ilustração na introdução.
Imagine que o assunto que será abordado seja complexo e abstrato. Então, comece com uma
ilustração que explique e esclareça o que pretende dizer.
2 – DEFINIÇÃO – Explicação detalha de um determinado conceito.
Explique para o ouvinte o que tem a dizer. Dê a ele conceitos significados de símbolos, termos e
assuntos que ele provavelmente não conheça.
Em um sermão onde o assunto é a PAZ, o pregador explicou, na introdução, o que é a paz, seus
significados no velho e novo testamento, evolução lingüística do termo paz e a aplicação termo hoje.
3 – INTERROGAÇÃO – Uma pergunta (deverá ser respondida no corpo do sermão).
Comece perguntando. Para sermões onde o tema é uma pergunta é interessante que esta seja bem
explorada na introdução. Observe que, se estamos falando sobre morte ou salvação cabe aqui uma
pergunta como “Para onde iremos nós?”.
4 – ALUSÃO HISTÓRICA – Explicar o contexto histórico.
Explique o contexto do texto em que será aplicada a mensagem (época, país, costumes, tradição,
etc.)
Observe o texto de João 4: 1 a 19. Caso sua mensagem esteja baseada neste texto, introduza com
uma explicação detalhada das relações entre os Judeus e os Samaritanos, as relações entre os homens e as
mulheres, a lei acerca do casamento, a origem do poço de Jacó, etc.
Obs.: Cada sermão deve ter apenas um tipo de introdução.

Analisando o Texto - COMO TIRAR PONTOS DO TEXTO

1 – Leia todo o texto.
2 – Procure a idéia principal do texto. (Observe o subtema, o contexto, e a situação)
3 – Procure os principais verbos e seus complementos. Lembre-se verbo é ação.
4 – Procure os sentidos expressos nas representações simbólicas, metáforas e figuras.
4 – Com base nos verbos e significados retirados crie frases (divisões) que os complemente e que, passem uma idéia ou estejam ligadas com a mensagem a ser pregada.
5 – Organize as frases dentro da idéia principal.– Leia todo o texto. Ex.:

PARÁFRASE

O objetivo a compreensão e a aplicação do processo de transformação de linguagem de um texto em outro, equivalendo semanticamente ao texto-fonte. Espera-se que sejas capaz de manipular a linguagem requerida através de bom manejo lingüístico e emprego de recursos os mais variados.  Essa tarefa demanda envolvimento do redator com o texto de modo a organizá-lo à sua maneira, não apenas plagiando-o ou reproduzindo-o quase na íntegra, mas sim formulando hipóteses sobre as alternativas existentes e selecionando-as para aplicação.

COMPREENDENDO E PRATICANDO A PARÁFRASE:

Há várias maneiras de elaborar paráfrases e transformar um enunciado “ A “ em um enunciado “ B”. Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 1: Pegue o pano e enxugue a louça.
Pegue o pano e sequea louça.
Explicação: O verbo "enxugar "foi trocado por seu sinônimo "secar". Essa é uma transformação que utiliza sinônimos.

Exemplo 2 : As filhas do gerente do banco foram convidadas para a festa de formatura.
As moças mais bonitas do meu bairro foram convidadas para a festa de formatura.
Explicação: "As filhas do gerente do banco" e "As moças mais bonitas do meu bairro" não são necessariamente expressões sinônimas, mas, num determinado contexto , referem-se às mesmas pessoas.

Exemplo 3: A mãe contou a história ao filho.
A história, ao filho, a mãe contou.
Explicação: Os termos da oração são simplesmente deslocados de lugar, sem que haja necessidade de alterar a construção verbal . ( processo de inversão de elementos )

Como compor a mensagem?

B. Há duas maneiras de compor a mensagem, a ANÁLISE e a SÍNTESE.
1. Análise se refere ao método usado para desenvolver uma mensagem cujo propósito é esclarecer um determinado texto da Bíblia, seja um versículo só, ou um capítulo inteiro.
* EXEMPLO: Suponhamos que o irmão tem uma caixa com diversas qualidades de frutas, e eu lhe peço uma explicação sobre o conteúdo da caixa. O irmão vai Ter que separar as laranjas, bananas, abacaxis, mangas, etc., e colocar cada um no seu próprio grupo para poder me dizer quanto de cada grupo tem. Assim ao expor um trecho da palavra de Deus, precisa estudar o texto bem, notar os vários pensamentos ou verdades apresentados, e depois arranjar esses pontos numa seqüência lógica que mostra a conexão entre os vários pontos e que esclarece o sentido geral da passagem considerada.
Há várias sugestões de como pode apresentar esse estudo:
a. Por perguntas: Quem? O que? Onde? Quando? Como? Por que?
EX.: Texto: João 3:16; “ O maior presente do mundo” - (1) Quem deu? Deus Pai. (2) O que é? Jesus, Seu Filho. (3) Como deu? Na cruz como sacrifício. (4) Por que deu? Porque ama o pecador e não quer que ninguém se perca.
b. Por analogia: Como... Assim...
Isso serve bem para explicar as parábolas, e pregar sobre incidentes bíblicos que servem como exemplos para nós.
EX.: João 9 “O homem cego” – COMO ele era cego de nascença, ASSIM todos são cegos no seu entendimento espiritual; COMO Jesus deu vista para ele, ASSIM, Ele dá vista espiritual aos pecadores; COMO os vizinhos percebera, a diferença no cego curado, ASSIM os outros vão notar a diferença naquele que crê.
c. Por divisões no próprio texto:
1). Estudo sobre as palavras, por exemplo, como em Gálatas 5:22e23, ou II Pedro 1:5-7, explicando o significado de cada uma.
2). Note frases repetidas, como em Hebr. 13:5e6: “Ele (Deus) disse:” v.5; “assim ousemos dizer” v.6. Por causa do que Deus falou, nós temos confiança para dizer que não tememos a ninguém. 6 
3). Note as divisões de lógica e as mudanças de assunto num capítulo ou trecho comprido.
a). Certas palavras sinalizam essas divisões nos pensamentos do escritor: portanto, porquanto, então, depois, também, porém, mas, todavia, ora, etc.
b). Procure descobrir o sentido do contexto inteiro através da palavras e idéias repetidas.
EX.: I Tim. 6:5-19, note quantas vezes ocorrem as palavras “ganho”, “rico”, “dinheiro”, “cobiça”. Depois pode escolher o material que serve para comunicar esse ponto principal do seu texto.
c). Versos de outras passagens da Bíblia devem servir somente para esclarecer seu texto e não desviar a atenção do trecho a ser esclarecido.
2. A síntese se refere ao método usado para desenvolver uma mensagem cujo propósito é esclarecer um determinado assunto da Bíblia. È um sermão tópico.
*EXEMPLO: Suponhamos que o irmão quer vender laranjas para mim, mas estão misturadas com outras frutas em uma porção de caixas. Para me mostrar as suas laranjas, então, tem que juntá-las das várias caixas, e separá-las: as verdes e as maduras, as grandes e as pequenas, as boas e as estragadas, ou as doces e as azedas. Daí eu teria uma idéia bem clara da seleção de laranjas que o irmão tem. ASSIM nós vamos achar versículos em toda parte da Bíblia que falam sobre um determinado assunto. Nosso dever é ajuntar esses versículos, ver o que a Bíblia inteira fala sobre esse assunto, e notar os vários aspectos do assunto. Depois podemos escolher quais aspectos vamos esclarecer numa dada pregação pois dificilmente vai ser possível falar tudo sobre um assunto numa só vez.
a. A síntese difere da análise em que o material vem de diversos lugares.
b. O processo é:
1). Colher os versículos, provas, e idéias que esclarecem seu assunto.
2). Discriminar e classificar os dados, notando os vários aspectos que são apresentados.
3). Sintetizar, isto é, ajuntar o material numa seqüência lógica.
c. O seguinte é uma sugestão quanto aos possíveis aspectos que podem ser apresentados. Numa única mensagem, devem escolher só 3, ou 4 no máximo. Pode haver muitas outras possibilidades conforme o assunto.
1) A definição dele.  -                   2) A origem dele.                                   3) A fonte dele. 
4) A natureza dele.                        5) Como opera.                                      6) Como obtê-lo.
7) A nossa necessidade dele.     8) O que ele inclui (exclui) dele.        9) A finalidade.
10) A causa dele.                         11) As bênçãos dele.                            12) As maldições dele.
13) Os perigos dele.                    14) Os resultados dele                          15) A loucura dele.
16) A possessão dele.                17) A sabedoria dele.                            18) A presença (ausência) dele
19) As dimensões dele.              20) O poder dele.                                  21) A impotência dele.
22) A certeza (incerteza) dele.   23) O bem (mal) dele.                            24) O valor dele.
25) A prova dele.                        26) A promessa dele.                            27) A segurança dele.
28) O fundamento dele.             29) O preço dele.                                    30) A durabilidade dele.
31) O que faz.                              32) Como combatê-lo                             33) Como vencê-lo.
34) A solução divina por ele.     35) O julgamento dele.                        36) O galardão dele.

Deve-se procurar os textos bíblicos para sustentar cada aspecto que está apresentado.
EX.: Assunto: A Salvação. (1) NOSSA NECESSIDADE da salvação. (2) A FONTE da salvação. (3) COMO OBTER a salvação. Facilmente o irmão vai perceber outras possíveis facetas que poderiam ser apresentadas sobre a salvação. Depois de determinar quais os aspectos que vai esclarecer, o irmão deve alistar os versículos bíblicos que sustentam cada verdade.
d. Princípios a seguir para arranjar o material em uma ordem lógica:
1). Ordem cronológica, começo até ao fim, com a história de uma nação ou pessoa. “A fé de Abraão”.
2). Da causa ao efeito, por exemplo, num sermão sobre “O crente e sua leitura bíblica” pode mostrar os efeitos que vem de não ler a Bíblia. 8
3). Ordem espacial, como numa lição sobre o tabernáculo em que se explica o significado dos vários elementos do culto antigo. Começando com a entrada, a mensagem termina no Santíssimo, a parte mais interior.
4). Em princípios gerais a ordem de ser:
• Do menos importante até o mais importante.
• Do menos pessoal (os fatos) até o mais pessoal (o apelo ou a exortação).

3. Como alvo e cúmulo da mensagem, o último ponto deve tratar de destacar a idéia central que está propondo.
C. Sabendo as partes da mensagem, e algo sobre os dois métodos de (resumo) ajuntar o material do sermão, podemos notar COMO PREPARAR: (1) Planejar a mensagem, (2) Organizar os pensamentos, e (3) Fazer o esboço.

Autor desconhecido

Dicas para Pregadores - Atitudes fundamentais.


QUANDO PREGAR


1. Suba a plataforma bem preparado.
2. Comece com calma
3. Prossiga de modo modesto.
4. Não se desfaça em gritos.
5. Não trema.
6. Vale com clareza, sem declamar.
7. Não levante demais a voz.
8. Empregue frases curtas e bem claras.
9. Evite a monotonia.
10. Seja sempre senhor da situação.
11. Não empregue sarcasmo nem outras expressões maliciosas.
12. Não ataque hostilmente.
13. Ande com a devida dignidade.
14. Não provoque risadas, tornando-se palhaço.
15. Não se elogie a si mesmo.
16. Não ilustre com narrações longas.
17. Não canse os ouvintes com discursos extensos.
18. Não se afaste do texto e do tema.
19. Procure suscitar o interesse.
20. Fale com autoridade, mas não em tom de mando.
21. Fixe o olhar nos ouvintes.
22. Não crave os olhos nem no chão nem no teto.
23. Não fixe o olhar em algum ouvinte particular.
24. Adapte os gestos às palavras.
25. Não seja teso e rígido com uma estátua.
26. Não faça gestos ridículos.
27. Não ande sobre a plataforma com passos gigantescos nem de gatinhas.
28. Não ponha as mãos nos lados nem nos bolsos da calça.
29. Não brinque com algum botão do paletó.
30. Não comece cada frase tossindo.
31. Evite o vestuário janota, porém use colarinho limpo.
32. Não diga repetidas vezes: "Logo vou terminar," mas diga o que tiver a dizer e o assunto estará concluído



Autor desconhecido

Dicas para Pregadores - Prepare-se bem para Pregar a Palavra de Deus.

ORATÓRIA SACRA - DICAS

I - COMO AUMENTAR O PODER DA PALAVRA:
a. Ler mais (principalmente a Bíblia).
b. Usar o dicionário bíblico.
c. Evitar as palavras complicadas.
d. Pronunciar frases com sentido.
e. Pedir para outros corrigirem seus erros.
f. Nunca usar palavras de significado desconhecido para você.
g. Tenha certeza que a mensagem tocou profundamente em você primeiro.
h. Mude de vez em quando o tom e a intensidade da voz. (Ênfase, Ritmo.)

II - CUIDADOS IMPORTANTES:
a. Nunca chegue na hora. Chegue antes da hora.
b. Cuidado com a aparência...
c. Prepare-se para toda sorte de imprevistos.
Queda de luz; bêbados; desmaios; esquecer o sermão; barulhos... etc.
d. Olhe bem o que vai pregar, quando pregar sermões de outros...
e. Não cruze os braços. Não coloque as mãos nos bolsos. Não coloque as mãos atrás das costas.
f. Cuidados com a voz - garganta:
Não grite; Tome jato de água fria após o banho; Não tome ou coma nada gelado> Evite correntes fortes de ar; Não ande com sapatos molhados; Nada deve impedir a boa respiração: postura, roupas apertadas; Ter regularidade no comer; repousar cedo e o suficiente.
g. Tenha certeza que a mensagem está de acordo com o seu público.

III - ISTO VOCÊ PODE E DEVE FAZER:
a. Usar de bom humor apropriado na apresentação.
b. Descobrir as necessidades do grupo.
c. Procurar de início, coisas em comum ou pessoas conhecidas.
d. Use recursos visuais quando possível.
e. Faça contato visual com o maior número de pessoas possível.
f. Tenha pelo conhecimento do que vai apresentar.
g. Use gestos apropriados.
h. Ficar dentro do assunto.
i. Sempre use uma ilustração, uma história ou uma experiência.
j. Usar a Bíblia é essencial, pelo menos um texto.

IV- ISTO VOCÊ NÃO DEVE FAZER:
a. Não contar piadas.
b. Púlpito não é "metralhadora" nem é fuzil...
c. Não use recursos visuais em excesso.
d. Não use slides ou transparências com muitas palavras.
e. Não ignore as reações do público.
f. Não entre em debates.
g. Não diga coisas sem ter certeza.
h. Não ignore o conhecimento do público.
i. Não pergunte se pode continuar ou terminar o sermão.
"O homem que lê é cheio. O homem que escreve é exato. O homem que fala é pronto."
Francis Bacon
"A música seria a mais belas das artes, se não fosse a Oratória."
Johan Wolfang Goethe

Dicas para Pregadores - Pregar o Evangelho de Jesus Cristo é o mais alto privilégio e a aventura mais sedutora já comissionada ao homem.


O QUE É UM SERMÃO?

Ruskin: "São 30 minutos capazes de ressuscitar mortos".
Objetivo: A modificação do ouvinte. Fazê-lo mover-se em direção a Cristo.
Como se faz:
1. É direcionado para pessoas evangelicas ou não.
2. Deve ser: Persuasivo - Cristocêntrico - Claro.
3. Decidir o tema.
4. Conseguir o material.
5. Pensar no assunto.
6. Ordenar o material.
7. Formar elos de ligação entre as partes.
8. Dar um bom título.
Qualidades de um bom sermão:
1. Unidade de pensamento.
2. Progressão de idéias.
3. Ser lógico.
4. Ter um propósito.
5. Essencial usar a Bíblia
Maneiras de Apresentar.
1. Lido.
2. Esboçado.
3. Decorado.
Partes do Sermão:
1. Introdução:

a) Bem preparada
b) Apropriada
c) Captar a atenção e o interesse
d) Texto do Sermão
e) Modesto
f) Breve
g) Evitar: desculpas, sensacionalismo, excesso de humor
2. Corpo do Sermão:
a) Contém a argumentação, apresentação básica do tema
b) Apresentação lógica, psicológica, gradual, progressiva
c) Transição fácil
d) Unidade
e) Cuidado com o excesso de argumentos
f) Frases curtas
g) Estrutura fácil nas orações
h) Linguagem simples
3. Conclusão:
a) Cuidadosamente preparada.
b) Apelo.
c) Contém a aplicação.
d) Ao ponto, sem rodeios.
e) Pode ser variada: Oração, Convocação, Ilustração, Citação breve, Resumo, Repetir o texto original, Pergunta Reflexiva.
f) Breve.
g) Positiva.
h) Evitar: Introduzir novo material, Gracejos, Gritos, Euforia. Tudo o que distraia, Desculpas.
i) As últimas palavras devem deixar a mais forte impressão emocional
possível para que os ouvintes se disponham a querer crer ou agir.
Tempo:
Ter o tamanho certo 30 ou 40 minutos
Pregue com ENTUSIASMO, com FERVOR, com CONVICÇÃO FIRME. Você está levando o auditório aos PÉS DE CRISTO.
AS BEM AVENTURANÇAS DO PREGADOR
Bem-aventurado o pregador que sabe como pregar.
Bem-aventurado o pregador que encurta suas introduções
Bem-aventurado o pregador que modela sua voz, e nunca grita.
Bem-aventurado o pregador que sabe como e quando terminar.
Bem-aventurado o pregador que se inclui entre os ouvintes.
Bem-aventurado o pregador cujos sermões são articulados e lógicos.
Bem-aventurado o pregador cujos sermões constituem uma unidade, têm propósito definido, sendo cada palavra bem pensada e meditada.
Bem-aventurado o pregador que permite sua congregação cantar um hino sem cortar uma só estrofe (Se é questão de tempo, por que não cortar o sermão?).
Bem-aventurado o pregador que raramente emprega o pronome eu.
Bem-aventurado o pregador que sabe que foi chamado por Deus.
Bem-aventurado o pregador que conhece e prega a Palavra.
Bem-aventurado o pregador que vive a mensagem que prega.
Bem-aventurado o pregador que é Cristocêntrico.
Bem-aventurado o pregador que sabe da sua necessidade do Espírito Santo.
Bem-aventurado o pregador que, havendo entregue plenamente sua vida a Deus, é inspirado pelo Espírito Santo e ungido pelo Seu poder para alcançar as almas a fim de ganhá-las para Deus, e para educá-las no serviço enquanto são guiados aos pés do Salvador.
"Pregar o Evangelho de Jesus Cristo é o mais alto privilégio e a aventura mais sedutora jamais comissionada ao homem, e ainda o propósito final de toda pregação do Evangelho, é a evangelização - a real conversão para Cristo."

Crescimento profissional e pessoal - Descubra seu nível de clareza e efetividade no relacionamento interpessoal.

VOCÊ SABE SE COMUNICAR COM CLAREZA?

1 - Que quantidade de informações você acha que consegue assimilar enquanto escuta alguém?
A - O dobro das que estão sendo transmitidas
B - somente as que estão sendo transmitidas
C - Dez vezes mais do que as que estão sendo transmitida

2 - Quando uma pessoa fala com você, qual sua atitude?
A - Você escuta, e só
B - você se esforça para demonstrar atenção
C - Você interrompe freqüentemente seu interlocutor

3 - Se você acha que a pessoa com quem está conversando esconde algo que lhe interessa saber, como você entra no assunto?
A - Pergunta se não há mesmo mais nada a ser dito
B - Sugere que talvez vocês estejam se esquecendo de falar sobre algo importante
C - Cobra diretamente a informação

4 - O que você definiria exatamente como uma "pergunta fechada"?
A - Aquela cuja resposta só pode ser sim ou não
B - É uma pergunta que não tem resposta
C - É uma pergunta indiscreta

5 - Se, ao longo de uma conversa, seu interlocutor diz uma palavra que você nunca ouviu, você:
A - Pede explicações, sem constrangimentos
B - Força o significado da palavra no contexto, para ver se assim consegue entendê-la
C - Simplesmente continua a conversa

6 - Quando você encontra uma pessoa pela primeira vez, como é seu comportamento?
A- Deixa que o outro fale
B - Procura dividir a conversação
C - Você fala o tempo todo

7 - Se você tiver que escrever uma carta sobre um assunto delicado, como a redige?
A - Com precisão, mas usando um tom coloquial
B - Em termos absolutamente formais, aplicáveis ao caso
C - Refere-se apenas ao essencial, em poucas palavras

8 - Já é uma tese firmada que a comunicação interpessoal é formada por palavras - a comunicação verbal  por gestos e maneirismos - a comunicação não verbal. Em que parcelas você acredita que essas duas formas de expressão acontecem numa conversa?
A - Um terço de comunicação verbal e dois terços de comunicação não verbal
B - Meio a meio
C - Um terço de comunicação não verbal e dois terços de comunicação verbal

9 - Seu interlocutor fala, fala, mas não chega a concluir o pensamento. Qual a sua atitude?
A - Chama delicadamente sua atenção para o fato
B - Escuta passivamente
C - Interrompe a conversa

10 - De repente, você tem uma frase brilhante na ponta da língua, mas se a disser corre o risco de interromper a conversa. O que você faz?
A - Fica de boca fechada
B - Arma uma expressão divertida, esperando que seu interlocutor pergunte qual o motivo do seu ar de riso
C - Interrompe a conversa, para não perder a oportunidade

11 - A pessoa com quem você está conversando não entendeu muito bem uma idéia que você acabou de expor. Como você reage?
A - Preocupa-se em reformular a questão de uma outra maneira, mais compreensível.
B - Repete o conceito exatamente como da primeira vez
C - Zanga-se

12 - Durante uma conversa, pode acontecer de você revelar mais do que gostaria sobre o assunto em questão, e isso o preocupa. Você então:
A - Vai com calma, e dá apenas as indicações necessárias ao caso
B - Procura falar o menos possível
C - Escapa usando uma linguagem obscura e confusa

13 - Em certo momento, seu interlocutor tem uma reação idêntica à sua em ocasiões semelhantes. Como você a julga?
A - Procura entendê-la dentro do contexto da pessoa com quem está falando
B - Dá a ela o mesmo significado que teria se fosse sua própria reação
C - Simplesmente ignora o fato

14 - Você não entende bem um determinado conceito, numa pergunta que lhe foi feita. Ao responder, como você age?
A - Diz claramente que não entendeu e pede uma nova explicação
B - Não responde
C - Você generaliza

15 - Você quer convencer a pessoa com a qual está conversando sobre uma decisão a ser tomada, mas nota sua relutância. O que você faz?
A - Pergunta por que tem dúvida sobre a decisão em questão
B - Espera por outra ocasião mais adequada para um trabalho de convencimento
C - Insiste com seus argumentos

16 - Alguém lhe faz uma pergunta embaraçosa. Qual a sua reação? A - Diz que prefere não responder
B - Inventa uma mentira 
C - Zanga-se

AVALIAÇÃO
As respostas A valem três pontos. Para as respostas B, marque dois pontos, e um ponto para as respostas C. A seguir, veja a quantas anda seu poder de comunicação:
De 48 e 40 pontos - Você sabe, realmente, se fazer entender. E não apenas consegue expressar-se com clareza como demonstra as habilidades de um bom ouvinte. Numa conversa, você é sempre aquela pessoa que fica à vontade, ainda que atenta, e qual não demonstra sinais de tensão ou nervosismo. Uma outra qualidade sua é não se sentir na obrigação de dar sempre uma resposta brilhante às perguntas que lhe são feitas.
De 39 a 26 pontos - A maioria das pessoas fica nesta marca. Se este é o seu caso, considere que talvez você fale um pouco demais, e tenha prazer em escutar a própria voz. Você se comunica bem ainda assim, mas poderia melhorar seu desempenho se tentasse dar mais espaço aos outros participantes de uma conversa. Todo mundo vai sair lucrando, na medida em que diminuírem os "ruídos" da comunicação.
De 25 a 16 pontos - Não é possível deixar de reconhecer que aqui há problemas de comunicação. Se este é o seu caso, será necessário um empenho extra para superar as dificuldades. Mas vai valer a pena, na medida em que seu relacionamento com os outros melhorar - e também a qualidade de seus negócios.
Compilação Pr. Irineu E. Kock

Crescimento profissional e pessoal - O Poder da Argumentação como ferramenta para o crescimento profissional e pessoal - Seja admirado e respeitado por sua clareza e lucidez



Artigo sobre a Argumentação



A Ciência de Argumentar
por
José Luís da Silva Reis 
Departamento de Engenharia Informática 
Universidade de Coimbra 
3030 Coimbra, Portugal 
jreis@student.dei.uc.pt
          Resumo - Sugerem-se regras essenciais para argumentos curtos e descrevem-se os passos  a ter no desenho de um ensaio argumentativo. 
         Palavras chave - Ensaio argumentativo, argumentação, argumentar.
1. Introdução 
Em praticamente todos os domínios profissionais e no próprio quotidiano, existe uma necessidade de procurar o mais correcto, o mais aceitável e o mais verdadeiro. A Rulebook for Arguments, de Anthony Weston [1]  pode ser uma referência inicial.  Seguidamente, apresentam-se algumas bases da argumentação, abordam-se alguns dos argumentos curtos mais comuns e introduz-se-se brevemente o modelo de construção de um ensaio argumentativo.
2. Regras para sustentar opiniões
2.1 Regras básicas 
          2.1.1 Distinguir premissas de conclusões 
Para se provar alguma coisa, é vital conseguir isolá-la e diferenciá-la de tudo o resto para a tornar clara para os nossos interlocutores. Ao que se conhece e se pode assumir como verdadeiro dá-se o nome de conjunto das premissas e elas são o suporte que podem tornar verdadeira a conclusão. 
         2.1.2 Organizar a sequência das ideias 
Independentemente da posição relativa entre as premissas e a conclusão cada ideia exposta deve levar, o mais naturalmente possível, à seguinte.
         2.1.3 Argumentar apartir do que é verdadeiro 
A veracidade da conclusão dependerá, em muito, da objectividade e da aceitação geral daquilo que apresentar para a sustentar. O argumento é tão mais facilmente desmontável quanto mais fracas forem as premissas apresentadas.
         2.1.4 Usar uma linguagem específica, precisa e concreta 
Qualifique o menos possível e quantifique o mais que se poder. Evite o vago, o geral, o abstracto.
         2.1.5 Esclarecer vs manipular 
O uso das emoções só convence os apoiantes e afasta ainda mais os opositores. Apele à razão, e não ao coração, evitando conceitos que possam induzir ideias secundárias em relação às que quer apresentar.
         2.1.6 Usar termos consistentes 
Cada ideia deve ser representada por um conjunto bem definido de termos, de modo a que as ideias fiquem igualmente bem definidas. Diferentes referências a um mesmo conceito devem-se afastar o menos possível. 
         2.1.7 Clarificar o sentido de cada termo 
Defina bem o domínio dos seus termos para evitar inconsistência nas suas representações. Cada termo deve corresponder a um único significado de modo a evitar ambiguidades.
2.2 Argumentar com base em exemplos 
Os argumentos que se baseiam em exemplos tentam generalizar verdades que se verificam num determinado conjunto de exemplos
         2.2.1 Representatividade dos exemplos 
Quanto maior for a amostra, em que se baseiam as premissas, mais próxima da realidade estará a conclusão. Mesmo assim, não basta que o exemplos sejam muitos: é também necessário que eles abranjam, o melhor possível, toda a gama de exemplos.
         2.2.2 A informação de fundo é essencial 
Mais importante do que os dados relativos (frequências ou percentagens), muitas vezes enganadores, são os dados absolutos, que relatam mais fielmente o caso particular de uma realidade, ou então os dados com os quais se está a estabelecer uma relação. 
         2.2.3 Contra-exemplos 
O conhecimento de contra-exemplos permite preparar melhor a defesa de um argumento: tente observar se os contra-exemplos não estão realmente em conformidade com a generalização. 
2.3 Argumentar com recurso a analogias 
Neste caso, pretende-se concluir sobre determinada situaçao generalizando apartir de um exemplo. 
         2.3.1 Compatibilidade entre exemplo e o argumento 
Entre o exemplo e o argumento tem de existir algo de semelhante e proporcionalmente comparável. 
2.4 Argumentar recorrendo a autoridades 
Nem sempre é possível argumentar sem recorrer a conclusões de outrem. Por outro lado, o recurso a argumentos de autoridade também evita a re-invenção da roda.  
          2.4.1 Citar as fontes 
Em casos em que os argumentos de autoridade possam levantar algumas reservas, devem ser citadas as suas origens para validar as premissas e permitir a verificação do que é afirmado.
         2.4.2 Qualificação as fontes 
Uma fonte estará qualificada para numa determinada área se possuir informação e bases correspondentes. As opiniões de determinada autoridade podem não ter que ser reconhecidas se não se enquadrarem da sua área.
         2.4.3 Imparcialidade das fontes 
Deve-se evitar o apoio de argumentos em opiniões de fontes com eventuais interesses sobre o assunto em que opinam.
         2.4.4 Comparar as fontes  
De nada servirá uma fonte, por mais credível que seja, se exitir uma outra igualmente credível mas com opiniões divergentes. A melhor fonte será aquela cujas opiniões sejam confirmadas pelas organizações independentes mais ligadas ao assunto.
         2.4.5 Ataques pessoais não desvalorizam a fonte 
As fontes podem ser acusadas de falta de informação, parcialidade ou falta de consenso. Outras acusações só desvalorizam o(s) seu(s) autor(es). 
2.5 Argumentar sobre causas 
Sempre que se correlacionam dois factos, de modo a existir entre eles uma relação causa-efeito, está-se a argumentar sobre causas.  
         2.5.1 Explicar como a causa conduz ao efeito 
Não basta mencionar que a causa produz determinado efeito: é também necessário fornecer um meio possível que leve a causa a provocar o efeito.
         2.5.2 Mostrar que a causa é a mais plausível  
Normalmente um efeito pode ter várias causas possíveis. Por isso, a causa, além de ser justificada, deve ser defendida a sua maior probabilidade perante todas as outras.
         2.5.3 Correlacionar causa e efeito 
Deve-se eliminar a probabilidade de poder existir coincidência na relação entre causa e efeito.
          2.5.4 Falsas correlações 
Factos que parecem estar correlacionados podem não ter uma relação de causa-efeito mas, por outro lado, podem ser dois efeitos de uma mesma causa.
         2.5.5 Correlações bi-direccionais 
Se for tão aceitável que o efeito conduza à causa como a causa coduz ao efeito, nenhuma das direcções da causalidade pode ser assumida isoladamente. 
2.6 Argumentos dedutivos 
Os exemplos são sempre válidos até surgirem novos exemplos. Mesmo as fontes imparciais e bem informadas podem estar erradas. Estes graus de incerteza desaparecem quando a verdade das premissas é suficiente para garantir que também a conclusão é verdadeira - formas dedutivas.
         2.6.1 Modus ponens 
Estes argumentos têm a forma "se facto A então facto B; põem-se A obtém-se B". Esta forma ("o modo de por"), traduz uma implicação entre a verdade da permissa e a verdade da conclusão. 
          2.6.2 Modus tollens 
A forma destes argumentos é "se facto A então facto B; tira-se B perde-se A". Esta 
forma ("o modo de tirar"), traduz um implicação entre a não verdade da conclusão e a 
não verdade da premissa.
          2.6.3 Silogismo hipotético 
Estes argumentos obtêm-se quando se encadeiam vários argumentos com a forma de "modus ponens", em que a conclusão de um é a premissa do próximo. Assim a sua forma é "se facto A então facto B, se facto B facto C, se facto C então facto D; coloque-se A e obtém-se D". 
          2.6.4 Silogismo disjuntivo 
Estes argumentos assumem a forma "pelo menos um dos facto A ou B é verdardeiro; A não é verdadeiro então B têm de ser". 
          2.6.5 Dilema 
Um dilema tem a forma "pelo menos um dos facto A ou B é verdardeiro, se facto A então facto C, se facto B então facto D; então C ou D". 
          2.6.6 Redução ao absurdo (reductio ad absurdum) 
Esta versão do modus tollens tem a forma "será o facto A verdadeiro?, assuma-se que o facto A não é verdadeiro, obtenha-se que o facto B é verdadeiro, demonstre-se que o facto B é falso; então A".
2.7 Explorar o tema do ensaio argumentaivo 
Quando é preciso interligar vários argumentos curtos ou quando um argumento curto necessitar de uma defesa mais elaborada, o ensaio argumentativo pode ser a resposta. 
          2.7.1 Ter em conta os argumentos de todas as posições 
Conhecer bem o argumentos mais fortes, de cada uma das posições existentes sobre o assunto, é fundamental para os questionar e obter uma opinião bem formada que possa ser defendida com argumentos sólidos e que tenha poucos pontos fracos. 
         2.7.2 Avaliar e defender cada premissa 
Se as premissas poderem ser postas em causa não se devem ignorar os argumentos contra ou a favor das mesmas.
         2.7.3 Recapitular argumentos à medida que surgem 
Uma opinião depende sempre da informação que se dispõem no momento. Argumentos recentes podem entrar em colisão ou revitalizar outros. A própria opinião pode sofrer uma rotação de 180º devido à descoberta de novas conclusões ou à falta delas. O importante é conseguir definir uma posição decidida e coerente e que possa ser suportada.
2.8 As partes principais de um ensaio argumentativo 
Depois de se chegar a uma posição inconfundível, chega a altura de organizar o que se descobriu, para poder apresentar, eficazmente, tudo aquilo que necessita de ser abordado. 
          2.8.1 Explicar a questão 
Deve-se começar por esclarecer e justificar o assunto do qual se vai mostrar opinião. 
Para isso deve-se ter em conta o receptor que pode não estar consciente ou nem sequer informado sobre o tema.
          2.8.2 Disparar a opinião 
Em seguida formula-se, de uma maneira clara e directa, uma proposta ou conclusão a que se tenha chegado. Se o objectivo não for o se assumir uma posição mas o de confrontar outras então é isso mesmo que se deve afirmar, também de uma forma inconfundível.
          2.8.3 Esgotar os argumentos 
É preferível trabalhar e desenvolver a fundo um ou dois argumentos, dos mais importantes, do que apresentar superficialmente todos os argumentos correndo-se o risco de entrarem em conflito ou de ficarem frágeis. Esta é a altura de mostrar que a proposta resolve o problema, como é que se chegou à conclusão ou expor o que se vai confrontar seguido da explicação do resultado da avalição. 
          2.8.4 Considerar pontos fracos 
Antecipar possíveis objecções, argumentando que o compromisso entre pós e contras é favorável à ideia exposta. 
          2.8.5 Considerar alternativas 
Não basta expor muito bem a proposta: é também necessário demonstrar que ela é a melhor entre as possíveis.
2.9 Escrever um ensaio argumentativo 
Só depois de explorado e esboçado se procede à escrita do ensaio argumentativo. 
          2.9.1 Seguir o esboço 
Não se deve alterar a ordem dos 5 pontos atrás descritos. Se houver necessidade de alterar a ordem de alguns dos pontos para que o conjunto forme um todo harmonioso então deve-se rever o esboço.
          2.9.2 Introdução breve 
A introdução deve ser bastante curta e focar aspectos relevantes dando um aspecto do todo.
          2.9.3 Apresentar argumento a argumento 
Cada argumento pode ter: um parágrafo onde é apresentado e um parágrafo por cada premissa, onde é explicado e defendido. 
          2.9.4 Clarificar, clalificar, clarificar 
Por muito clara que possa parecer a relação entre dois factos, por muito claro que possa parecer um conceito não se deve deixar de o expor e clarificar, principalmente se for fundamental para o objectivo a alcançar.
         2.9.5 Sustentar as objecções com contra-argumentos 
Desenvolver e desmantelar argumentos contrários, não tão profundamente como os a favor, não só defende a proposta como também a reforça e justifica. 
          2.9.6 Afirmar apenas o que se mostrou 
Sumarizar os pós e os contras do tema em questão sem exageros e humildemente afirmar a convicção na proposta defendida.
3. Conclusões 
Estes tópicos permitem ter uma iniciação breve necessária a qualquer tarefa em que seja preciso suportar afirmações de uma forma objectiva como a investigação ou a tomada de opinião. Como tal, não dispensa a consulta da referência nem tão pouco de um estudo mais aprofundado da literatura existente.
Agradecimentos 
O autor agradece aos responsáveis pela criação e manutenção da cadeira de Comunicação Técnica e Profissional / Sociedade Profissão e Ética pela oportunidade de realizar este trabalho que, com certeza,  irá contribuir imenso para o seu futuro profissional. Este trabalho foi realizado ao abrigo do objectivo, que o autor tinha, de realizar a cadeira anterior com aproveitamento aceitável.
Referências 
1. A Arte de Argumentar, 2ª edição, Anthony Weston.