Visão Estruturada do Sermão
TIPOS DE TEMAS:
Interrogativo: Caracteriza-se por ser simplesmente uma pergunta.
Jovem, qual é a tua ocupação?
Coloque o ouvinte “contra a parede”. Faça-o pensar e refletir. Deixe-o em dúvida.
Entretanto, não permita que o ouvinte fique sem uma resposta convincente, porque suas
convicções podem implicar na necessidade de um considerável esforço para que ele seja convencido.
Não rodeie, seja direto. A elaboração de uma pergunta como tema deve ser cuidadosa e trazer no decorrer da mensagem uma ou várias respostas.
Lógico: Explicativo. Pense em causa e efeito, como: "O que o homem semear, ceifará"
Um acontecimento gera um outro acontecimento. Logo, o que será ceifado é resultado do que foi semeado. Este tipo de tema contêm, em seu bojo, de forma sintética, a idéia principal do sermão.
Imperativos: Caracteriza-se pela presença do verbo no modo imperativo (vinde, ide, faça, etc.).
“Não seja incrédulo”. “Enchei-vos do espírito” . “Busque a Jesus”
Neste tema você deve pensar em exigir do seu ouvinte uma atitude. Mandamento, ordem;
Enfáticos; Realçar um aspecto específico.
“Só Jesus salva”. “O significado do Novo nascimento”
O que é tão importante que o ouvinte não pode esquecer? O que ele realmente precisa saber?
Esse assunto deve ser apresentado de maneira forte e contundente no tema.
Geral: Abrangente, aborda um assunto de forma geral sem especificá-lo. Amor; fé, esperança.
INTRODUÇÃO DO SERMÃO
Começar é difícil. Muitos escritores escrevem a introdução quando terminam o livro.
Alguém disse: “O pregador começou por fazer um alicerce para um arranha-céu, mas acabou
construindo apenas um galinheiro”.
A introdução é tão importante quanto a decolagem de um avião que, deve ser bem perfeita para
um vôo estabilizado. Ela, por certo, deve envolver o ouvinte, despertar o interesse e curiosidade e,
também, ser um meio de conduzir os ouvintes ao assunto que está sendo tratado no sermão. Uma boa
introdução dá ao pregador segurança, tranquilidade, firmeza e liberdade na pregação.
Não se preocupe, são muitas as formas de começar.
Tipos de introdução: Você pode usar um destes tipos para iniciar um sermão:
1 – ILUSTRATIVA – Uso de uma ilustração na introdução.
Imagine que o assunto que será abordado seja complexo e abstrato. Então, comece com uma
ilustração que explique e esclareça o que pretende dizer.
2 – DEFINIÇÃO – Explicação detalha de um determinado conceito.
Explique para o ouvinte o que tem a dizer. Dê a ele conceitos significados de símbolos, termos e
assuntos que ele provavelmente não conheça.
Em um sermão onde o assunto é a PAZ, o pregador explicou, na introdução, o que é a paz, seus
significados no velho e novo testamento, evolução lingüística do termo paz e a aplicação termo hoje.
3 – INTERROGAÇÃO – Uma pergunta (deverá ser respondida no corpo do sermão).
Comece perguntando. Para sermões onde o tema é uma pergunta é interessante que esta seja bem
explorada na introdução. Observe que, se estamos falando sobre morte ou salvação cabe aqui uma
pergunta como “Para onde iremos nós?”.
4 – ALUSÃO HISTÓRICA – Explicar o contexto histórico.
Explique o contexto do texto em que será aplicada a mensagem (época, país, costumes, tradição,
etc.)
Observe o texto de João 4: 1 a 19. Caso sua mensagem esteja baseada neste texto, introduza com
uma explicação detalhada das relações entre os Judeus e os Samaritanos, as relações entre os homens e as
mulheres, a lei acerca do casamento, a origem do poço de Jacó, etc.
Obs.: Cada sermão deve ter apenas um tipo de introdução.
Analisando o Texto - COMO TIRAR PONTOS DO TEXTO
1 – Leia todo o texto.
2 – Procure a idéia principal do texto. (Observe o subtema, o contexto, e a situação)
3 – Procure os principais verbos e seus complementos. Lembre-se verbo é ação.
4 – Procure os sentidos expressos nas representações simbólicas, metáforas e figuras.
4 – Com base nos verbos e significados retirados crie frases (divisões) que os complemente e que, passem uma idéia ou estejam ligadas com a mensagem a ser pregada.
5 – Organize as frases dentro da idéia principal.– Leia todo o texto. Ex.:
PARÁFRASE
O objetivo a compreensão e a aplicação do processo de transformação de linguagem de um texto em outro, equivalendo semanticamente ao texto-fonte. Espera-se que sejas capaz de manipular a linguagem requerida através de bom manejo lingüístico e emprego de recursos os mais variados. Essa tarefa demanda envolvimento do redator com o texto de modo a organizá-lo à sua maneira, não apenas plagiando-o ou reproduzindo-o quase na íntegra, mas sim formulando hipóteses sobre as alternativas existentes e selecionando-as para aplicação.
COMPREENDENDO E PRATICANDO A PARÁFRASE:
Há várias maneiras de elaborar paráfrases e transformar um enunciado “ A “ em um enunciado “ B”. Observe os exemplos a seguir:
Exemplo 1: Pegue o pano e enxugue a louça.
Pegue o pano e sequea louça.
Explicação: O verbo "enxugar "foi trocado por seu sinônimo "secar". Essa é uma transformação que utiliza sinônimos.
Exemplo 2 : As filhas do gerente do banco foram convidadas para a festa de formatura.
As moças mais bonitas do meu bairro foram convidadas para a festa de formatura.
Explicação: "As filhas do gerente do banco" e "As moças mais bonitas do meu bairro" não são necessariamente expressões sinônimas, mas, num determinado contexto , referem-se às mesmas pessoas.
Exemplo 3: A mãe contou a história ao filho.
A história, ao filho, a mãe contou.
Explicação: Os termos da oração são simplesmente deslocados de lugar, sem que haja necessidade de alterar a construção verbal . ( processo de inversão de elementos )
Como compor a mensagem?
B. Há duas maneiras de compor a mensagem, a ANÁLISE e a SÍNTESE.
1. Análise se refere ao método usado para desenvolver uma mensagem cujo propósito é esclarecer um determinado texto da Bíblia, seja um versículo só, ou um capítulo inteiro.
* EXEMPLO: Suponhamos que o irmão tem uma caixa com diversas qualidades de frutas, e eu lhe peço uma explicação sobre o conteúdo da caixa. O irmão vai Ter que separar as laranjas, bananas, abacaxis, mangas, etc., e colocar cada um no seu próprio grupo para poder me dizer quanto de cada grupo tem. Assim ao expor um trecho da palavra de Deus, precisa estudar o texto bem, notar os vários pensamentos ou verdades apresentados, e depois arranjar esses pontos numa seqüência lógica que mostra a conexão entre os vários pontos e que esclarece o sentido geral da passagem considerada.
Há várias sugestões de como pode apresentar esse estudo:
a. Por perguntas: Quem? O que? Onde? Quando? Como? Por que?
EX.: Texto: João 3:16; “ O maior presente do mundo” - (1) Quem deu? Deus Pai. (2) O que é? Jesus, Seu Filho. (3) Como deu? Na cruz como sacrifício. (4) Por que deu? Porque ama o pecador e não quer que ninguém se perca.
b. Por analogia: Como... Assim...
Isso serve bem para explicar as parábolas, e pregar sobre incidentes bíblicos que servem como exemplos para nós.
EX.: João 9 “O homem cego” – COMO ele era cego de nascença, ASSIM todos são cegos no seu entendimento espiritual; COMO Jesus deu vista para ele, ASSIM, Ele dá vista espiritual aos pecadores; COMO os vizinhos percebera, a diferença no cego curado, ASSIM os outros vão notar a diferença naquele que crê.
c. Por divisões no próprio texto:
1). Estudo sobre as palavras, por exemplo, como em Gálatas 5:22e23, ou II Pedro 1:5-7, explicando o significado de cada uma.
2). Note frases repetidas, como em Hebr. 13:5e6: “Ele (Deus) disse:” v.5; “assim ousemos dizer” v.6. Por causa do que Deus falou, nós temos confiança para dizer que não tememos a ninguém. 6
3). Note as divisões de lógica e as mudanças de assunto num capítulo ou trecho comprido.
a). Certas palavras sinalizam essas divisões nos pensamentos do escritor: portanto, porquanto, então, depois, também, porém, mas, todavia, ora, etc.
b). Procure descobrir o sentido do contexto inteiro através da palavras e idéias repetidas.
EX.: I Tim. 6:5-19, note quantas vezes ocorrem as palavras “ganho”, “rico”, “dinheiro”, “cobiça”. Depois pode escolher o material que serve para comunicar esse ponto principal do seu texto.
c). Versos de outras passagens da Bíblia devem servir somente para esclarecer seu texto e não desviar a atenção do trecho a ser esclarecido.
2. A síntese se refere ao método usado para desenvolver uma mensagem cujo propósito é esclarecer um determinado assunto da Bíblia. È um sermão tópico.
*EXEMPLO: Suponhamos que o irmão quer vender laranjas para mim, mas estão misturadas com outras frutas em uma porção de caixas. Para me mostrar as suas laranjas, então, tem que juntá-las das várias caixas, e separá-las: as verdes e as maduras, as grandes e as pequenas, as boas e as estragadas, ou as doces e as azedas. Daí eu teria uma idéia bem clara da seleção de laranjas que o irmão tem. ASSIM nós vamos achar versículos em toda parte da Bíblia que falam sobre um determinado assunto. Nosso dever é ajuntar esses versículos, ver o que a Bíblia inteira fala sobre esse assunto, e notar os vários aspectos do assunto. Depois podemos escolher quais aspectos vamos esclarecer numa dada pregação pois dificilmente vai ser possível falar tudo sobre um assunto numa só vez.
a. A síntese difere da análise em que o material vem de diversos lugares.
b. O processo é:
1). Colher os versículos, provas, e idéias que esclarecem seu assunto.
2). Discriminar e classificar os dados, notando os vários aspectos que são apresentados.
3). Sintetizar, isto é, ajuntar o material numa seqüência lógica.
c. O seguinte é uma sugestão quanto aos possíveis aspectos que podem ser apresentados. Numa única mensagem, devem escolher só 3, ou 4 no máximo. Pode haver muitas outras possibilidades conforme o assunto.
1) A definição dele. - 2) A origem dele. 3) A fonte dele.
4) A natureza dele. 5) Como opera. 6) Como obtê-lo.
7) A nossa necessidade dele. 8) O que ele inclui (exclui) dele. 9) A finalidade.
10) A causa dele. 11) As bênçãos dele. 12) As maldições dele.
13) Os perigos dele. 14) Os resultados dele 15) A loucura dele.
16) A possessão dele. 17) A sabedoria dele. 18) A presença (ausência) dele
19) As dimensões dele. 20) O poder dele. 21) A impotência dele.
22) A certeza (incerteza) dele. 23) O bem (mal) dele. 24) O valor dele.
25) A prova dele. 26) A promessa dele. 27) A segurança dele.
28) O fundamento dele. 29) O preço dele. 30) A durabilidade dele.
31) O que faz. 32) Como combatê-lo 33) Como vencê-lo.
34) A solução divina por ele. 35) O julgamento dele. 36) O galardão dele.
Deve-se procurar os textos bíblicos para sustentar cada aspecto que está apresentado.
EX.: Assunto: A Salvação. (1) NOSSA NECESSIDADE da salvação. (2) A FONTE da salvação. (3) COMO OBTER a salvação. Facilmente o irmão vai perceber outras possíveis facetas que poderiam ser apresentadas sobre a salvação. Depois de determinar quais os aspectos que vai esclarecer, o irmão deve alistar os versículos bíblicos que sustentam cada verdade.
d. Princípios a seguir para arranjar o material em uma ordem lógica:
1). Ordem cronológica, começo até ao fim, com a história de uma nação ou pessoa. “A fé de Abraão”.
2). Da causa ao efeito, por exemplo, num sermão sobre “O crente e sua leitura bíblica” pode mostrar os efeitos que vem de não ler a Bíblia. 8
3). Ordem espacial, como numa lição sobre o tabernáculo em que se explica o significado dos vários elementos do culto antigo. Começando com a entrada, a mensagem termina no Santíssimo, a parte mais interior.
4). Em princípios gerais a ordem de ser:
• Do menos importante até o mais importante.
• Do menos pessoal (os fatos) até o mais pessoal (o apelo ou a exortação).
3. Como alvo e cúmulo da mensagem, o último ponto deve tratar de destacar a idéia central que está propondo.
C. Sabendo as partes da mensagem, e algo sobre os dois métodos de (resumo) ajuntar o material do sermão, podemos notar COMO PREPARAR: (1) Planejar a mensagem, (2) Organizar os pensamentos, e (3) Fazer o esboço.
Autor desconhecido